Cmo consultora em amamentação, tenho a oportunidade de acompanhar de perto a jornada de muitas mães e bebês na busca por uma amamentação bem-sucedida. Infelizmente, também testemunho um fenômeno perturbador que tenho observado repetidamente: a cultura do desmame, que muitas vezes é resultado da desinformação e do mau-caratismo das grandes empresas e de alguns profissionais de saúde.
O desmame precoce é um problema global, e suas raízes estão entrelaçadas com ações deliberadas de desinformação que afetam as mães que desejam amamentar. Grandes empresas que lucram com a venda de fórmulas infantis frequentemente investem pesadamente em estratégias de marketing enganosas, criando a falsa ilusão de que seus produtos são tão bons quanto o leite materno. Essa desinformação é perpetuada em comerciais de televisão, em embalagens atraentes e até mesmo por profissionais de saúde mal informados.
A verdade é que o leite materno é uma maravilha da natureza, adaptado às necessidades específicas de cada bebê. Ele fornece imunidade, proteção contra doenças, nutrição perfeita e um vínculo emocional incomparável. No entanto, a cultura do desmame muitas vezes convence as mães de que o leite materno não é suficiente, criando um ciclo de insegurança e pressão para recorrer às fórmulas.
Profissionais de saúde que não recebem treinamento adequado em amamentação também podem contribuir para essa cultura do desmame. Quando as mães encontram dificuldades na amamentação, é fundamental que recebam apoio e orientação corretos. No entanto, muitas vezes são aconselhadas erroneamente a abandonar a amamentação em favor de fórmulas.
É fundamental reconhecer que a cultura do desmame não beneficia as mães nem os bebês. Ela beneficia as empresas que lucram com a venda de fórmulas infantis. Em vez disso, precisamos empoderar as mães com informações precisas, apoio genuíno e profissionais de saúde bem treinados em amamentação.
Como consultora em amamentação, minha missão é combater essa cultura do desmame, fornecendo apoio, orientação e informações corretas às mães que desejam amamentar. Devemos incentivar a amamentação como uma escolha informada e respeitar o direito de cada mãe de decidir o que é melhor para ela e seu bebê. É hora de desmascarar a desinformação e o mau-caratismo que permeiam a cultura do desmame e capacitar as mães a fazerem escolhas baseadas em evidências, com todo o apoio que merecem. Afinal, a amamentação é um presente precioso que deve ser valorizado e protegido.
